Sodade - A Melhor Música de Cabo Verde é o título de uma nova antologia que chega às lojas já no próximo dia 26 de Julho.
Este álbum faz jus ao título com uma selecção irrepreensível que inclui música dos maiores nomes do arquipélago das mornas e coladeras: das gigantes Cesária Évora e Mayra Andrade, a Tito Paris, Ildo Lobo, Lura, Tcheka, Bau, Tubarões, Simentera, Voz de Cabo Verde e até Ana Firmino, mãe de Boss AC e respeitada cantora.
E por estas grandes vozes ouvem-se interpretações aplaudidas internacionalmente de clássicos como «Sodade» ou «Lua».
Fonzie põem-se a CAMINHO
Os portugueses Fonzie começam, rapidamente, a transformar-se numa banda veterana, estatuto mais do que justificado pelo alcance da marca de quinto álbum com Caminho, novo trabalho antecipado por «A Grande Queda», o single de apresentação que já roda nas rádios e que já se pode escutar no myspace oficial da banda punk.
Caminho, que estará nas lojas em Setembro, inclui 12 novos temas onde se destacam as malhas de «A Tua Imagem», o tema título «Caminho» e, claro, o primeiro single. Para preparar a estrada para este Caminho, os Fonzie apresentam-se no próximo dia 31 de Julho, em Torres Vedras, no âmbito do festival Ocean Spirit.
Sting apresenta Symphonicities em Londres
Sting é uma das maiores estrelas da actualidade, autor de canções eternas e activista dos direitos humanos empenhado. Agora, o ex-Police prepara-se para suceder ao álbum de 2009, If On a Winter's Night, com a passagem para disco da sua última digressão, Symphonicity.
Este espectáculo, que começou a percorrer o mundo em Junho e que já angariou as mais entusiasmantes críticas, vai agora ser passado para disco - Symphonicities será o título - e Sting prepara-se para o apresentar em Outubro no prestigiado Royal Albert Hall, de Londres. Como o nome indica, Symphonicities reúne entusiasmante material em que os maiores clássicos da carreira de Sting, incluindo as suas criações com os Police, são passadas para o formato sinfónico com a prestação de uma prestigiada orquestra.
O maestro será nada menos nada mais do que Steven Mercurio que possui um impressionante currículo, incluindo a direcção da orquestra do espectáculo Três Tenores.
À frente da Royal Phillarmonic Orchestra, Mercurio dá uma nova e vibrante vida a eternos clássicos de Sting como "Roxanne" ou "Russians".
A Worten promove, no âmbito do lançamento de Symphonicities, um incrível passatempo que levará duas pessoas até Londres para assistirem ao concerto de Sting no Royal Albert Hall, a 1 de Outubro.
O prémio inclui viagem e estadia, além, claro, das preciosas entradas para o espectáculo que está a gerar enorme antecipação no Reino Unido.
Para concorrer a este passatempo, leia o regulamento em www.worten.pt.
Foi num dos locais mais bonitos da cidade de Lisboa, o Op Art, na zona das Docas, que os Andersen Molière estrearam em palco a sua Aldeia dos Tristes.
Com a ponte 25 de Abril por nobre cenário e o Rio Tejo a sugerir o doce embalo, os Andersen Molière, todos de branco e negro, como se fosse domingo na Aldeia, exceptuando, claro, a bela Vanessa Amorim, de vestido vermelho comprido e sentada, para melhor arrancar melodias do seu acordeão, fizeram uma curta, mas incisiva actuação, clarificando porque se sagraram vencedores da edição 2009 do concurso Rock Rendez Worten.
A apresentação serviu ainda para dar a conhecer membros do júri e padrinhos da edição 2010 do RRW que aproveitaram o fim de tarde junto ao rio para ouvir Andersen Molière e conviver.
Pelo Op Art passaram Miguel Cadete, director da revista Blitz, Henrique Amaro, da Antena 3, Sónia Tavares, dos The Gift, Miguel Guedes, dos Blind Zero, Mafalda Veiga e Fernando Ribeiro, dos Moonspell.
Em cima do palco, a animação foi grande: os Andersen Molière sabem fazer a festa e dar vida às histórias que povoam a Aldeia dos Tristes - no tema título ou, por exemplo, em "Lurdes Maria", o grupo conjugou as suas visões da música portuguesa colocando-as num plano mais universal onde ritmos, melodias e harmonias se conjugam para fazer pensar, fazer dançar ou simplesmente fazer sonhar.
A energia do grupo é contagiante e a alegria - ou melancolia - que se desprende das suas canções não deixa ninguém indiferente.
Sá Granate, o vocalista e guitarrista acústico dos Andersen Molière, agradeceu ao público e à Worten e apresentou o seu grupo aos presentes, gesto simbólico que afinal equivale a apresentá-los à própria cena musical portuguesa.
E agora vem o futuro.
Entrevista Andersen Molière - Parte 2
«Estamos a aproveitar a viagem»
Na primeira parte da entrevista com os Andersen Molière ficámos a conhecer os seus passos até à participação no RRW. Para esta segunda parte, a conquista do prémio e o futuro ocupam o lugar central!
Quando souberam que tinham conquistado o prémio, como se sentiram?
Felizes, de uma forma muito contida (risos). Contida porque, quando nos foi atribuído o prémio, estavam as bandas concorrentes presentes e foi um momento delicado porque estávamos a ser aplaudidos, na sua maioria, pelas pessoas que cobiçavam o que tínhamos acabado de conquistar... (risos) Mas claro que ficámos muito contentes com o prémio. É sempre bom ganhar qualquer coisa não é??
Como correram as gravações e como foi trabalhar com o Renato Júnior?
O processo de gravação foi muito cansativo, mas muito gratificante. Acho que foi a 1ª vez para todos e estávamos eufóricos com tudo aquilo. Mas houve espaço para trabalhar músicas novas e para tentarmos abordar a gravação na perspectiva mais profissional possível. Mudámos algumas músicas, e até alguns momentos de descontracção, muito bons, acabaram por ficar registados, participações de outros músicos, ideias novas, etc... O Renato teve uma postura fantástica durante todo o processo. Acho que captou muito bem a essência da banda e foi altamente profissional. Ajudou-nos muito, principalmente, na parte estrutural das músicas. Evitou que "viajássemos demasiado na maionese" (risos). O ambiente de trabalho esteve sempre muito bom e sincero. Por vezes ele lutou por ideias com as quais não concordávamos e vice-versa mas o "ponto doce" foi sempre encontrado e a verdade é que ficámos muito satisfeitos com o resultado. Houve grande empatia entre a banda e o Renato. Também tivemos a sorte de poder trabalhar com o André Tavares, que co-produziu com o Renato, com quem trabalhamos há já uns anos. Isso facilitou muitas coisas porque, para além de ser um grande amigo e músico, o André conhece bem os membros da banda - os seus limites e potencial - e conhece bem o conceito do projecto. Foi muito importante em todo o processo.
Contam com a Susana Felix no tema título. Como correu a participação e como aconteceu?
Há já algum tempo que queríamos ter a participação de uma voz feminina nos concertos e em gravações. Conhecemos a Susana através do Renato, e foi assistindo a alguns progressos na gravação. Numa dessas sessões de audição à tarde, estávamos a ouvir o tema "Aldeia dos Tristes" e o Sá atirou para o ar que "giro, giro, era ter a Susana a cantar isto..." - podia ser que pegasse! E pegou! (risos). Achamos que a voz da Susana se enquadra na perfeição no que queríamos fazer naquela música e ela foi incrivelmente acessível e profissional. Contámos-lhe o enredo da história e ela fez o resto... e muito bem!
Balanço de toda esta viagem até vos chegar o disco à mão?
Podemos dizer que estamos a aproveitar a "viagem" ao máximo. Como dissémos, acreditamos muito no nosso trabalho mas sabemos que o mercado é volátil e dependente de muitas variáveis e, por isso, temos estado a viver isto como a concretização de um sonho mas cientes de que, se queremos seguir em frente, ainda há muito trabalho a fazer.
Dizem que a música portuguesa atravessa um dos seus períodos mais criativos. Concordam?
Sentimos que existe uma corrente de projectos que está a ir ao encontro de uma certa "portugalidade moderna". Uma certa emancipação em relação aos "heróis" da música portuguesa que, durante muitos anos, foram protagonistas da música mais criativa que se fazia em portugal. Parece-nos um período muito criativo mas... o melhor está para vir... ;)
E agora, prontos para a viagem até à aldeia dos felizes? Que desejam para o vosso futuro?
(Risos). Definitivamente prontos! Desejamos tocar muito ao vivo, que a nossa originalidade seja reconhecida e quem sabe, que a nossa música possa ajudar nalguma coisa alguém... Acreditamos que podemos marcar um ponto de viragem muito interessante na musica portuguesa e esperamos vir a ter muitas oportunidades para o mostrar, seja com a gravação de outro album, seja através de concertos ao vivo. Musicalmente, acho que temos vontade de explorar novas sonoridades...
Paz e Amor
Andersen Molière
Andersen Molière Entrevista – Parte 1
«Tentamos criar a nossa sopa»
Chamam-se Andersen Molière e apresentam agora o álbum de estreia, Aldeia dos Tristes, o resultado de muito trabalho e também da distinção obtida na edição 2009 do Rock rendez Worten. Estes são os Andersen Molière, em discurso directo. Apresentem o grupo por favor: de onde são, como se conheceram, há quanto tempo existem?
Os Andersen Molière formaram-se há cerca de 2 anos, em Lisboa, através dos membros fundadores (Sá Granate e Duarte Leal). Depois, uma sucessão muito feliz de acasos fez com que nos fossemos encontrando pelos "caminhos da música".
Alexandre Ribeiro - Baixo - amigo de infância que desde há algum tempo nos tem acompanhado nos projectos musicais que temos vindo a experimentar. Vanessa Amorim - Acordeão - trabalhou com o Duarte e fruto desse trabalho surgiram umas fantásticas "jam sessions" que se transformaram em parceria oficial. João Barata - violino - tocava com um amigo que gentilmente o sugeriu e nós ficámos encantados!; Paulo Gouveia - percussões e bateria - com quem já tínhamos tido um projecto noutros tempos donde surgiu imensa empatia musical e humana; Diogo Andrade - percussões - veio (e muito bem) através do paulo com quem tem partilhado vários caminhos musicais;
Aquele conheceu aquela que conhecia o outro e que também gostava de tocar e plim: surgiram os Andersen Molière, mais ou menos isto...
A vossa orientação musical é bastante peculiar. Quais são as vossas referências?
Essa não vai ser fácil responder...
Podemos dizer que, apesar de conseguirmos encontrar várias referências que inspiraram um ou outro músico em particular, a banda vive da diversidade musical que cada um tem para oferecer e de uma motivação muito grande pela procura da originalidade.
Contudo, ficam "algumas" referências para o registo: Penguim Cafe Orchestra, Arcade Fire, Queen, Sérgio Godinho, Dave Matthews Band, Paul Simon, Ennio Morricone, Pink Floyd, Yann Tiersen, Jorge Palma, Beatles, Grizzly Bear, Nina Simone, Dire Straits, Bob Dylan, Radiohead, Pat Metheny, Madredeus, Dead Can Dance, Danny Elfman, Banda do Casaco, Beirut, Sigur Rós,... E por aí adiante.
Cremos que acima de tudo tentamos criar a nossa "sopa" com ingredientes de outras e uma pitada de quem somos...
Como tomaram conhecimento do concurso RRW e porque decidiram participar?
A participação no RRW surgiu através de um impulso que o Duarte teve em inscrever-nos quando navegava na internet e viu o concurso ser anunciado num Banner.
Não foi uma decisão. Mais um impulso. A abordagem foi: "Não temos nada a perder"
Como correu a vossa passagem pelo concurso? Como foram as apresentações?
A única apresentação (ao vivo) foi feita na final da nossa categoria (jazz, blues e outros - sendo "outros" a palavra chave...), que se realizou na Galeria Zé dos Bois em Lisboa; Sabíamos que ia ser curta, portanto fomos ao cerne da questão e foi sempre a sacar ases da manga...lol fizemos com que a nossa oportunidade contasse. Mais até do que esperávamos - quando tudo se passou a única coisa que queríamos era divertirmo-nos a fazer aquilo que gostamos - abordámos a situação não como se estivéssemos a concorrer, mas como num concerto, a tocar para as pessoas e para nós. Resultou!
Que expectativas tinham? Achavam que poderiam ganhar?
Quando nos inscrevemos não nos passava pela cabeça que fosse possível ganhar, principalmente porque o processo de votação para passar à 2ª fase era através de voto do público!
Depois de termos passado à 2ª fase e de termos tocado, sentimos que a nossa prestação tinha sido bastante razoável... Trabalhamos muito para o melhor que conseguirmos a todos os níveis: técnico, emocional, criativo, genuíno, escrita, etc...
Acreditamos muito no valor da nossa música...
Andersen Molière editam álbum de estreia
Tem por título Aldeia dos Tristes, o álbum dos Andersen Molière que resultou da conquista do Prémio Talento Rock Rendez Worten de 2009 e que agora chega às lojas.
Com produção de Renato Júnior, ex-UHF e produtor de gente como Susana Félix ou projectos como Rua da Saudade, Aldeia dos Tristes baseia-se no trabalho de Sá Granate (guitarra acústica e voz), Duarte Leal (guitarra e voz), Alexandre Ribeiro (baixo), João Barata (violino e viola), Vanessa Amorim (acordeão), Paulo Gouveia (percussões e serrote), Diogo Andrade (percussões, serrote e glockenspiel).
Ao todo são 13 temas originais (de assinatura colectiva), onde a identidade Andersen Molière surge muito vincada, numa música que transporta ecos muito diferentes - dos Madredeus e Belle Chase Hotel, a Sérgio Godinho e à música para cinema de Danny Elfman.
Susana Félix participa em «Aldeia dos Tristes», o tema título, e há ainda a registar a colaboração de Lisa Tavares (piano em «Lurdes Maria»), André Tavares (violoncelo em «I.R. Céu») e João Aibeo (tuba em «Sonhadores»).
Está para breve o lançamento do álbum de Andersen Molière, banda Talento RRW do ano passado.
"Aldeia dos Tristes" é o nome do primeiro registo da banda